SOCIAL MEDIA · CATÁLOGO DIGITAL · CASE 006
E-commerce de sex shop que não pode dizer o que vende no Instagram. A solução: copy com dupla leitura intencional e catálogo digital como canal paralelo — dois registros, uma marca, zero violações de diretriz.
Formatos — social + catálogo digital
Posts com dupla leitura intencional
Textos com ambiguidade estratégica
Violações de diretriz — dentro das regras
O projeto
A Seis9 é um e-commerce de produtos para a intimidade. O próprio nome já funciona como código — imediatamente reconhecível pelo público-alvo, completamente neutro para qualquer algoritmo. Esse princípio guiou tudo o que viria depois.
O público-alvo são adultos entre 25 e 40 anos, predominantemente mulheres, que buscam produtos com discrição, qualidade e custo acessível. Elas já sabem o que querem — o trabalho era criar um ambiente visual e verbal que se sentisse convidativo, não explícito. Como uma boa vitrine: sugestiva, nunca crua.
O desafio real não era criativo — era sistêmico. O Instagram tem diretrizes que limitam severamente o que marcas desse segmento podem mostrar e dizer. Fotos de produto diretas, textos explícitos e até certos termos podem resultar em remoção de post ou suspensão de conta. A solução precisava funcionar dentro das regras, não apesar delas.
PROBLEMA
Instagram limita o que pode ser mostrado e dito por marcas do segmento. Ignorar resulta em remoção ou banimento.
SOLUÇÃO
Copy com dupla leitura genuína. A versão inocente se sustenta se questionada. A versão real é clara para o público-alvo.
CANAL PARALELO
PDF sem restrições — nomes técnicos, especificações completas, imagens reais. Liberdade total fora da plataforma.
RESULTADO
Nenhum post removido. Nenhuma conta suspensa. A estratégia funciona dentro das regras — não apesar delas.
Sessão 01 — Social Media
Quando uma marca não pode nomear o que vende, a linguagem precisa trabalhar em dois níveis ao mesmo tempo. Cada post da Seis9 foi construído com dupla leitura intencional: uma leitura que qualquer algoritmo ou moderador lê como inofensiva; outra que o público-alvo entende imediatamente e sem esforço.
O tom de voz oscila entre o poético e o atrevido — nunca explícito. Frutas, sombras, corpos desfocados, embalagens sem contexto. O produto aparece, mas o que ele faz fica apenas subentendido. A copy reforça isso: "Por que sozinha também é gostoso." "Hoje a gente só pensa nele." "Orgasmo não tem que ter dia, tem que ter Replay." Cada linha sustenta uma leitura inocente e outra que não é.
Visualmente, a identidade usa fundo escuro, tipografia elegante e paleta contida — linguagem de marca premium de cosmético ou perfume, não de catálogo de varejo. O ambiente escuro cria um mood noturno e íntimo que já é, por si, uma comunicação subliminar sobre o contexto de uso do produto.
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Fundos escuros removem o post do contexto "alegre e casual" do feed, criando um ambiente noturno e íntimo. Cor que é também decisão de horário e contexto emocional.
Mood editorial alinhado ao produtoCada texto foi avaliado não só pela força de venda, mas pela tolerância às diretrizes. A ambiguidade não é acidental — é estrutural. A saída "inocente" precisa ser genuinamente sustentável se questionada.
Zero remoções por violação de diretrizFrutas cortadas, mãos, sombras, corpos fora de foco. Elementos que sugerem sem mostrar — uma linguagem que o público-alvo lê com precisão, e o algoritmo lê como neutra.
Comunicação sem nomear o produtoRoxo e magenta comunicam sensualidade e intimidade sem ser grosseiros. O mesmo vocabulário visual de marcas de cosmético ou perfume de luxo — não de catálogo de varejo.
Percepção premium antes do produto"Seis9" comunica o segmento para quem entende, sem precisar dizê-lo. O nome em si é a primeira camada de ambiguidade — reconhecível pelo público, inofensivo para o algoritmo.
Nome como pertencimento, não como declaraçãoOs posts com produto sempre mostram o preço de forma destacada. Em um segmento onde a compra é discreta, o preço acessível reduz a barreira de entrada e estimula o clique imediato.
CTA implícito pelo valorSessão 02 — Catálogo Digital
O catálogo digital é o contraponto estratégico às redes sociais. Se no Instagram a comunicação precisa ser velada, no catálogo a marca fala com total liberdade: nomes técnicos dos produtos, descrições funcionais, especificações, preços e imagens reais. Dois registros completamente diferentes, uma identidade visual coesa.
O design do catálogo mantém a paleta escura e o tom premium — mas agora com informação direta. O cliente que chega até o catálogo já passou pela camada social: ele sabe onde está, sabe o que quer. O catálogo é o ambiente de venda completo, sem eufemismos necessários.
Esse modelo de canal duplo é uma resposta madura ao problema estrutural do segmento: não dá pra vender abertamente em plataformas com restrições, mas também não dá pra vender sem mostrar o produto. O catálogo resolve essa equação — distribuído por WhatsApp, e-mail e link na bio, ele existe fora da jurisdição do algoritmo.
Catálogo digital Seis9 — distribuído fora das plataformas com restrição
O catálogo PDF é distribuído por WhatsApp, e-mail e link na bio — canais onde as diretrizes de redes sociais não se aplicam. Nome técnico, especificação, imagem real.
Canal sem restrição de conteúdoMesmo sendo um canal completamente diferente, o catálogo mantém a paleta, tipografia e tom da marca. Quem viu o Instagram reconhece o catálogo imediatamente.
Coesão entre canais distintosProdutos agrupados por tipo — óleos, géis, vibradores, acessórios, afrodisíacos. Estrutura editorial que facilita a navegação e sugere a loja completa, não apenas um produto.
Catálogo como vitrine de portfólioEntregáveis completos
16
Posts Social Media
Com dupla leitura intencional
2
Páginas de catálogo
Comunicação direta e técnica
0
Violações
Dentro das diretrizes da plataforma
1
Estratégia
Canal duplo para segmento restrito
PRÓXIMO CASE