Galeria
cau
André Caúla, 2024
VISUAL IDENTITY · SOCIAL DESIGN · TESTE CASE 007

Teste visual para o sistema de identidade da Galeria Cau — espaço dedicado às artes visuais de André Caúla, no Rio de Janeiro. Um sistema editorial que faz a obra de arte falar mais alto do que qualquer elemento gráfico.

Artista
André Caúla
Site
Tipo
Teste visual · Galeria RJ
Escopo
Social media · Brand identity
12
Templates de post produzidos no teste
2
Variantes do card — claro e escuro
3
Categorias — Arte, Kaishi e retratos
1
Regra de ouro: a obra é protagonista
O desafio

Design que não compete com a arte

Galerias de arte têm um problema de comunicação muito específico no Instagram: qualquer elemento gráfico vistoso compete visualmente com a obra que deveria ser o centro das atenções.

A tentação é criar um sistema visual elaborado para "parecer profissional". O resultado, quase sempre, é um feed onde o design grita mais alto do que o bronze, a pintura ou a escultura.

O sistema da Galeria Cau foi construído na direção oposta: máxima contenção gráfica para que a fotografia de cada obra ocupe 80% do espaço visual, deixando apenas o necessário para identificar autoria, categoria e a marca da galeria. O "cau" em lowercase minúsculo no canto é uma assinatura, não uma marquise.

Anatomia do card · versão clara
🗿
KAISHI
André Caúla, 2024
Bronze
galeria
cau
Foto da obra · ocupa ~80% do card
Tag em vermelho · categoria ou série
Wordmark "cau" · discreto, canto direito
Artista + ano + material · rodapé
O sistema visual

Minimalismo com intenção

O nome "cau" em lowercase é a decisão mais importante do sistema. Em vez de "GALERIA CAU" em caixa-alta, a marca assina discretamente no canto inferior direito de cada card — como um artista assina uma tela.

O vermelho aparece apenas na tag categorial (ARTE, KAISHI, nome do artista) — nunca como fundo, nunca em área grande. Esse uso pontual faz o vermelho funcionar como o ponto de entrada visual de cada card: o olho encontra o vermelho, lê a categoria, sobe para a obra.

As variantes claro e escuro não são "temas" intercambiáveis — cada uma tem função: claro para obras sobre fundo neutro, escuro para retratos e esculturas em bronze cuja tonalidade natural pede um fundo que some.

VARIANTE CLARA
cau
galeria
Fundo creme · Tag vermelho · Wordmark preta · Para obras sobre fundo neutro
VARIANTE ESCURA
cau
galeria
Fundo preto · Tag vermelho · Wordmark branca · Para retratos e bronzes
ARTE
TAG DE CATEGORIA · VERMELHO
cau
WORDMARK · LOWERCASE · DISCRETO
André Caúla, 2024
AUTORIA + ANO · REGULAR
Bronze
MATERIAL · PESO LEVE
Decisões de design

Por que cada escolha

🔡
"cau" em lowercase, não "CAU"
Letras maiúsculas gritam. Uma galeria de arte premium não grita. O lowercase transforma o nome da galeria em uma assinatura — como um carimbo de ateliê, não uma tabuleta de loja. A contenção tipográfica comunica confiança e sofisticação antes de qualquer conteúdo.
→ Presença de marca sem hierarquia visual
🔴
Vermelho apenas nas tags
O vermelho no sistema da Galeria Cau é um ponteiro, não uma tinta. Ele existe para guiar o olho até a informação mais relevante — a categoria da obra — e então ceder o protagonismo para a fotografia. Um vermelho que "pinta" o layout seria inimigo da obra.
→ Hierarquia sem competição com a obra
Dois fundos com função, não com estética
A escolha entre o card claro e o escuro não é aleatória ou estilística — é funcional. Fundos claros amplifiam obras sobre neutros. Fundos escuros fazem bronzes e retratos ganharem profundidade. O designer não escolhe o que fica mais bonito: a obra escolhe o fundo que a serve melhor.
→ Design a serviço da fotografia
📐
Rodapé com informação mínima e precisa
Cada card comunica: categoria (tag vermelha), artista, ano e — quando relevante — material. Nunca título longo, nunca descrição da obra, nunca preço. O Instagram não é catálogo, é vitrine. O rodapé convida ao clique, não substitui a visita à galeria.
→ Feed como convite, não como enciclopédia
🖼
Proporção 4:4.5 — quase quadrado
A maioria dos posts de galeria usa 4:5 (retrato). A Galeria Cau usa uma proporção levemente mais próxima do quadrado, deixando o rodapé de informação visível sem comprimir a obra. O espaço dado à fotografia é generoso — nenhuma escultura foi cortada por um rodapé gordo.
→ Obra inteira, informação completa
🏛
Nomenclatura de série como categoria
A série "Kaishi" recebe a mesma tag vermelha que "Arte" — tratamento igualitário que cria hierarquia de projeto dentro do feed. O colecionador que segue a galeria aprende a associar a cor vermelha com "aqui tem nomenclatura de obra". É uma gramática visual que cresce com o acervo.
→ Feed como narrativa de coleção
Um bom sistema para galeria de arte desaparece.
Só a obra deve ficar na memória.
PRINCÍPIO DO PROJETO · GALERIA CAU · 2024
O que foi entregue

Teste visual que virou sistema

12
Templates de post Duas variantes (claro/escuro) cobrindo obras, retratos e capas de série
1
Regra que tudo rege A obra é protagonista — todo elemento gráfico existe para servir a fotografia
Escalabilidade O sistema suporta qualquer nova obra, série ou artista sem precisar de redesign
NAVEGAÇÃO
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