Teste visual para o sistema de identidade da Galeria Cau — espaço dedicado às artes visuais de André Caúla, no Rio de Janeiro. Um sistema editorial que faz a obra de arte falar mais alto do que qualquer elemento gráfico.
Galerias de arte têm um problema de comunicação muito específico no Instagram: qualquer elemento gráfico vistoso compete visualmente com a obra que deveria ser o centro das atenções.
A tentação é criar um sistema visual elaborado para "parecer profissional". O resultado, quase sempre, é um feed onde o design grita mais alto do que o bronze, a pintura ou a escultura.
O sistema da Galeria Cau foi construído na direção oposta: máxima contenção gráfica para que a fotografia de cada obra ocupe 80% do espaço visual, deixando apenas o necessário para identificar autoria, categoria e a marca da galeria. O "cau" em lowercase minúsculo no canto é uma assinatura, não uma marquise.
Cada card é uma janela para uma obra — o sistema se repete sem se tornar monótono porque a diversidade vem da arte, não do design.
O nome "cau" em lowercase é a decisão mais importante do sistema. Em vez de "GALERIA CAU" em caixa-alta, a marca assina discretamente no canto inferior direito de cada card — como um artista assina uma tela.
O vermelho aparece apenas na tag categorial (ARTE, KAISHI, nome do artista) — nunca como fundo, nunca em área grande. Esse uso pontual faz o vermelho funcionar como o ponto de entrada visual de cada card: o olho encontra o vermelho, lê a categoria, sobe para a obra.
As variantes claro e escuro não são "temas" intercambiáveis — cada uma tem função: claro para obras sobre fundo neutro, escuro para retratos e esculturas em bronze cuja tonalidade natural pede um fundo que some.