Primeiro experimento com IA generativa para produção de arte editorial. Refinamento de processo, prompt engineering e composição tipográfica.
Esse projeto não nasceu de um briefing de cliente — nasceu de uma hipótese pessoal: se o prompt é a direção de arte da IA, então um designer com pensamento editorial consegue resultados muito mais precisos do que alguém que simplesmente "pede uma imagem".
A premissa foi testar isso na prática. Definir primeiro o conceito editorial (o que cada peça diz, quem é o sujeito, qual a narrativa), depois traduzir isso em prompt técnico, e por último compor a tipografia sobre o resultado.
O tema escolhido — pessoas negras em contextos de moda e editorial — foi deliberado: a IA generativa ainda tem vieses e limitações ao representar melanina, texturas de cabelo crespo e traços africanos com naturalidade. Testar esses limites faz parte do aprendizado do processo.
Cada peça tem um argumento central — não é "foto bonita com frase". O texto e a imagem foram concebidos juntos como unidade editorial.
A tipografia nas peças tem uma lógica deliberada: título grande e impactante em sans-serif bold (sem serif, sem elegância — direto), seguido de cards de vidro (glass-morphism) com as frases secundárias posicionadas para guiar o olhar pela imagem.
A assinatura "OLIVER FRANCO" no canto superior esquerdo e "2025" no inferior direito são marcos de autoria — não de branding. É a mesma lógica de datar uma pintura.
O fundo semi-transparente dos cards cria profundidade sem bloquear a imagem. A tipografia flutua sobre a fotografia, não a esmaga.