Beleza que não nasceu, foi projetada
01 / 03
Beleza que não nasceu,
foi projetada
Ele tem estilo, expressão & presença
IA GENERATIVA · EDITORIAL CASE 008

Prompt
como
direção de arte

Primeiro experimento com IA generativa para produção de arte editorial. Refinamento de processo, prompt engineering e composição tipográfica.

Se parece real, precisa ser?
03 / 03
Se parece real,
precisa ser?
3
Peças no experimento inicial
Vez usando IA como ferramenta editorial
100%
Prompt autoral — nenhum template pronto
2025
Experimento datado — marco de aprendizado
O experimento

Aprender IA como se aprende fotografia

Esse projeto não nasceu de um briefing de cliente — nasceu de uma hipótese pessoal: se o prompt é a direção de arte da IA, então um designer com pensamento editorial consegue resultados muito mais precisos do que alguém que simplesmente "pede uma imagem".

A premissa foi testar isso na prática. Definir primeiro o conceito editorial (o que cada peça diz, quem é o sujeito, qual a narrativa), depois traduzir isso em prompt técnico, e por último compor a tipografia sobre o resultado.

O tema escolhido — pessoas negras em contextos de moda e editorial — foi deliberado: a IA generativa ainda tem vieses e limitações ao representar melanina, texturas de cabelo crespo e traços africanos com naturalidade. Testar esses limites faz parte do aprendizado do processo.

1
Definir o conceito editorial
Antes de abrir qualquer ferramenta, definir: o que essa imagem diz? Quem é o sujeito? Qual a narrativa visual — moda, atitude, contexto de luz?
→ BRIEF MENTAL
2
Engenharia do prompt
Traduzir o conceito em linguagem técnica de IA: sujeito + estilo fotográfico + iluminação + paleta + câmera + mood. Refinamentos iterativos a cada geração.
→ Freepik AI / FLUX
3
Curadoria das gerações
A IA gera dezenas de variações. O olho editorial seleciona: composição, naturalidade da postura, qualidade da luz, ausência de artefatos. A curadoria é onde o designer entra de verdade.
→ OLHAR EDITORIAL
4
Composição tipográfica
Overlay de texto sobre a imagem gerada. Hierarquia, tamanho, posição, glass-morphism nos cards secundários. O texto não pode competir com a imagem — precisa completá-la.
→ FIGMA
As peças

Três narrativas, um processo

Cada peça tem um argumento central — não é "foto bonita com frase". O texto e a imagem foram concebidos juntos como unidade editorial.

Beleza que não nasceu, foi projetada
PEÇA 01
"Beleza que não nasceu, foi projetada"
Duas mulheres negras em luz de pôr do sol laranja-metalizado. O argumento é sobre autoria da imagem gerada por IA: ela não "nasce" — é dirigida, intencionada. O contraste entre a frieza do conceito e o calor visual da imagem é deliberado.
DIREÇÃO DE ARTE → PROMPT
duas mulheres negras, pele escura com textura visível, cabelo crespo e liso, metallic crop tops, sunset golden orange light, street urban background, high fashion editorial, cinematic lighting, shot on film
Ele tem estilo, expressão & presença
PEÇA 02
"Ele tem estilo, expressão & presença"
Homem negro com dreads, jaqueta dourada, fundo de tijolos com neon laranja. O texto comenta sobre a IA enquanto a imagem prova o argumento. A provocação "a IA não copia. Ela cria" aparece como card sobreposto — o design faz parte do argumento.
DIREÇÃO DE ARTE → PROMPT
black man, dark skin, dreadlocks, yellow ochre bomber jacket, neon orange backlight, brick wall, street style editorial, dramatic shadows, confident pose, Leica Q2 aesthetic
Se parece real, precisa ser?
PEÇA 03
"Se parece real, precisa ser?"
A pergunta mais filosófica do set. Mulher negra com boné, luzes de bar ao fundo, expressão pensativa. A questão sobre realidade e IA é literalmente inserida sobre uma imagem que não é real. A recursividade é o argumento.
DIREÇÃO DE ARTE → PROMPT
black woman, dark skin, red beret cap, neon bar lights background, cinematic moody portrait, film grain, contemplative expression, shallow depth of field, editorial magazine
Composição tipográfica

O texto como segunda camada

A tipografia nas peças tem uma lógica deliberada: título grande e impactante em sans-serif bold (sem serif, sem elegância — direto), seguido de cards de vidro (glass-morphism) com as frases secundárias posicionadas para guiar o olhar pela imagem.

A assinatura "OLIVER FRANCO" no canto superior esquerdo e "2025" no inferior direito são marcos de autoria — não de branding. É a mesma lógica de datar uma pintura.

O fundo semi-transparente dos cards cria profundidade sem bloquear a imagem. A tipografia flutua sobre a fotografia, não a esmaga.

Sistema tipográfico · Hierarquia
ASSINATURA
OLIVER FRANCO
top-left · sempre
HEADLINE BOLD
AQUI.
título · grande · sans-serif
frase secundária leve
outra frase complementar
cards flutuantes · glass
2025
bottom-right · datação
O que foi aprendido

Lições do primeiro experimento

🎯
Prompt é direção de arte
Quanto mais específico e cinematográfico o prompt — referências de câmera, tipo de luz, textura de pele, contexto — mais próximo o resultado fica do conceito. Prompt vago gera imagem genérica. Prompt editorializado gera imagem editorial.
→ O briefing vem antes do prompt
✂️
Curadoria é o trabalho real
A IA gera dezenas de variações. A maioria é descartada. O trabalho do designer é o olhar que seleciona: postura natural? Luz coerente? Proporções corretas? A curadoria rigorosa é o que separa conteúdo de IA amador do profissional.
→ O olho editorial não foi substituído
Melanina ainda é desafio para a IA
Retratos de pessoas negras com pele muito escura exigiram mais iterações e prompts mais específicos para evitar artefatos, iluminação artificial e falta de detalhe nas texturas. Nomear o viés é a primeira etapa para trabalhar com ele conscientemente.
→ Atenção explícita no prompt resolve parcialmente
🖋
O texto muda a imagem
A mesma imagem com textos diferentes conta histórias completamente distintas. Isso reforça que o designer é o autor da peça final — a IA produziu o visual base, mas o argumento, o enquadramento, o corte e a narrativa são humanos.
→ Autoria permanece com o criador
🔁
Processo iterativo, não linear
Não foi "primeiro o prompt, depois o design". O processo foi circular: gerar → avaliar → ajustar prompt → gerar → selecionar → compor → refazer tipografia → ajustar imagem. A fluidez entre os passos é o que define a qualidade do resultado.
→ Workflow documentado para projetos futuros
📅
Datar o experimento é político
O "2025" nas peças não é data de publicação genérica — é um marco. A IA generativa está evoluindo rapidamente; o que é desafiador hoje pode ser trivial em 12 meses. Documentar o estado da arte do momento em que foi feito é parte do registro honesto do processo.
→ Portfólio como diário de aprendizado
A IA não copia.
Ela cria.
Mas a reação...
é humana.
Essa linha das peças resume a posição: a IA é uma ferramenta de produção, não de autoria. A direção de arte, o conceito, a curadoria, a composição tipográfica e o argumento que cada peça carrega — esses ainda são humanos. Oliver Franco, 2025.
O que esse case representa

Um designer que não ignora a IA

3
Peças finalizadasCom conceito, prompt, curadoria e tipografia documentados
1
Workflow estabelecidoBrief → Prompt → Curadoria → Composição → Refinamento
Aplicações futurasO processo aprendido aqui serve para fashion, editorial, campanha e branding
NAVEGAÇÃO
Voltar ao
portfólio